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Mude a mente, perca peso!

O bom tempo parece que está a chegar… Com ele, chegam também outros pensamentos e memórias, nomeadamente, os calções, saias, biquínis e as idas à praia, onde os olhares parece que estão todos postos em nós… Não temos que continuar com este pensamento e com estas memórias e, por isso mesmo, esta é a altura do ano em que muitas pessoas começam já a pensar em dietas e mais dietas… Creio que a alimentação saudável é a base de uma vida saudável, em todos os aspetos. Não só para nos mantermos magros, mas por uma série de motivos, nomeadamente a saúde. Portanto, alimentação saudável como base de uma vida saudável… E o exercício físico? Creio que sim; também é um dos alicerces da saúde e do ser saudável. Portanto, estes dois aspetos deveriam ser um hábito ou uma rotina na sua vida. Não por que quer ser magra, mas sim porque fazem bem à sua saúde, proporcionando-lhe qualidade de vida e, pressupomos, longevidade.   Ora, mas se quer emagrecer, estes são sempre os dois únicos aspetos em que pensa: fazer dieta e exercício físico. Não discordo. Mas… E a mente? A mudança de hábitos e pensamentos? Ou acha que se não mudar a sua mente, conseguirá aguentar até ao fim da sua vida, com dietas e mais dietas (e ainda exercício físico, que detesta)… Os hábitos mudam-se, é um facto; mas para isso e para que tudo seja mais fácil, a mente também terá de acompanhar essa mudança e os pensamentos disfuncionais terão de mudar. Deixo-lhes algumas dicas, associadas à mudança da mente: 1) Por que quer emagrecer? Só será alcançável, quando decidir para si próprio que é mesmo isso que quer. E só você terá a força para concretizar este objetivo, mesmo tendo a ajuda de profissionais. Pense nas vantagens que terá se emagrecer e pense se elas não serão tão importantes a ponto de lhe darem força para todo este processo. 2) Supere o desejo da comida Quais são os benefícios que a comida tem para a sua saúde? Conheça os alimentos e o que eles fazem com o nosso corpo. Assuma um compromisso e foque-se nos seus objetivos. Quanto mais importante for o emagrecimento para si, mais fácil será a superação do desejo pela comida. 3) Resolva os seus problemas Muitas pessoas comem para compensar emoções – ingestão emocional. Utilizar a comida para momentos menos bons, não irá resolver os problemas. A única forma de o fazer é agindo, fazendo alguma coisa por si e pela sua vida. 4) “Dieta” flexível Se fizer uma dieta muito restrita, daqui a uns tempos tudo voltará a ser como antes. Tenha uma dieta mais flexível, com coisas que aprecie comer e que sejam minimamente saudáveis, para não ter tendências de desistir ou cometer muitos erros. 5)  Nunca se esqueça do passado Pode ser difícil, pode querer desistir, mas nesses momentos olhe para trás e lembre-se do seu passado. Lembre-se de todas as consequências que tinha de gerir devido à obesidade, de todos os olhares e incómodos e de todas as dores. É isso que quer para a sua vida? Ainda não conhece a meta, eu sei, mas acredite que é bem melhor do que o passado. 6) Elogie-se Todos os dias vai ter algum motivo para se elogiar, nem que seja o simples facto de ter conseguido fazer uma caminhada ou comer todas as refeições dentro do tempo. O elogio é importantíssimo, sobretudo nestes processos, para acreditar em si e saber que consegue, que tem força, garra e determinação para isto e muito mais. Boa sorte! Tenho a certeza que vai conseguir!
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Emagrecer: Ou é 8 ou 80

Durante a nossa vida, temos vários pensamentos negativos e que não estão adaptados à realidade. A isso chamamos distorções cognitivas, ou seja, são pensamentos exagerados e/ou irracionais que a nossa mente arranja, convencendo-nos de algo que não é realmente verdade.   Há vários tipos de distorções cognitivas e um deles, que falarei hoje, é o pensamento de “8 ou 80”, mais especificamente, o Pensamento Tudo ou Nada; que é um dos maiores obstáculos para quem quer perder peso. Este pensamento Tudo ou Nada existe quando a pessoa faz uma conceção, uma argumentação ou um julgamento de algo em termos absolutos, usando expressões como “sempre”, “nunca”, “não há alternativa”, entre outros.   Vou dar-vos alguns exemplos deste pensamento que, normalmente, podem ocorrer durante um processo de emagrecimento: “Ou faço a dieta de forma exímia ou se acontecer um deslize, como tudo o que tiver à frente”; “Já que não consegui resistir a estes alimentos, de agora em diante vou comer tudo o que tiver à frente”; “Ou perco 3kg na primeira semana ou nunca mais farei dieta” Etc., etc.   Identificou-se com este tipo de pensamentos? Isto acontece consigo? Como disse, este tipo de pensamento trata-se de uma distorção cognitiva. É preciso corrigir este tipo de pensamentos disfuncionais. Isto porque quando pensamos de forma funcional, os nossos comportamentos tornam-se, também eles, funcionais. E só assim conseguiremos alcançar os objetivos pretendidos. Muitas pessoas não conseguem emagrecer porque pensam de forma disfuncional acerca da dieta e assim torna-se muito mais difícil, senão impossível. O que deve fazer? Imagine que tem uma lesão num musculo e que tem de fazer fisioterapia, para voltar a ser como antes. A fisioterapia serve como treino para o músculo perceber o que deve voltar a fazer e qual o comportamento que tem de ter. No emagrecimento passa-se exatamente o mesmo. Temos o nosso cérebro, que precisa de ser treinado todos os dias, para ganhar novos hábitos e um novo estilo de vida. E isso só é possível se o treinar; para que o processo de emagrecimento se torne mais fácil e, no final, seja algo já é intrínseco e que não precisa de pensar ou de fazer esforços. A isto chama-se reestruturação cognitiva e é possível fazê-lo com a ajuda de um psicólogo, por exemplo. O mais importante de tudo é que a eliminação destas distorções cognitivas melhoram as nossas emoções, o nosso bem estar e baixa a probabilidade da ocorrência de doenças, tal como a depressão ou ansiedade, como nos contam alguns estudos e a própria realidade em si.   Acredito que podem ser este tipo de pensamentos disfuncionais que não o estão a deixar perder o peso desejado. Porque perder peso é muito mais que comer bem e fazer exercício físico… A parte mais difícil é essa… Mas e a parte que pode tornar tudo mais fácil? Porque é que pouca gente ainda a procura?
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Máquinas com alimentos ricos em sal e açúcar proibidas no SNS

A notícia é do Expresso, mas a relevância da mesma leva-nos a querer partilhá-la convosco. Segundo o Jornal, “as máquinas de dispensa de alimentos com elevados teores de açúcar, sal e gorduras trans passam a ser proibidas, a partir de hoje, Segunda feira (6 de Março), em todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde. Desta forma, fica proibida a venda de salgados, pastelaria, pão e afins com recheios doces, charcutaria, sandes com molhos de maionese, ketchup ou mostarda, bolachas ou biscoitos muito gordos ou açucarados, guloseimas, snacks, sobremesas, refeições rápidas, chocolates grandes e bebidas com álcool. Também as máquinas de venda de bebidas quentes têm que reduzir a quantidade de açúcar que pode ser adicionado (até um máximo de cinco gramas). Em contrapartida, as máquinas têm que disponibilizar obrigatoriamente garrafas de água e devem dar prioridade a alimentos como leite simples, iogurtes, preferencialmente sem adição de açúcar, sumos de frutas e néctares, pão adicionado de queijo pouco gordo, fiambre com baixo teor de gordura e sal, carne, atum ou outros peixes de conserva e fruta fresca. A entrada em vigor deste diploma decorreu de “forma faseada e progressiva”, permitindo que as entidades do setor e as instituições de saúde se adaptassem aos seus princípios orientadores. O diploma entrou em vigor a 6 de setembro, mas as instituições tiveram seis meses (até hoje) para rever os contratos que tivessem em vigor de exploração de máquinas de venda automática. Contudo, este prazo destina-se apenas às instituições cujos contratos em vigor não impliquem o pagamento de indemnizações ou de outras penalizações”. (In Expresso)
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Como conseguir resistir aos hidratos de carbono

Todos nós já ouvimos dizer que os hidratos de carbono são das coisas que mais engordam! Desde farinhas processadas aos cereais com açúcar, etc., etc. O facto de não conseguir resistir aos hidratos e, principalmente, de os comer, pode causar mudanças no seu metabolismo e na glicémia, que podem levar ao aumento de peso, nas zonas erradas. Mas, porque é que não consegue resistir aos hidratos? Já pensou nisso? A comida é um vício e há que ter a noção disso. Claro que precisamos de nos alimentar e não estamos a dizer para nunca mais comer! Agora, queremos que saiba que a comida, principalmente, os açúcares, o sal, as gorduras e os hidratos (sim, todas as coisas que já sabe que fazem mal) são um vício e podem afectar o funcionamento do cérebro. O cérebro tem uma pequena zona de prazer e, quando ele sente que lhe dão esse prazer (por exemplo, come hidratos de carbono), ele vai sempre querer mais. Tal como um alcoólico. E o que é que acontece? Hoje dá-lhe um bocadinho de pão (ao corpo e ao cérebro), amanhã come um prato com arroz e depois, no dia a seguir, cereais ao pequeno almoço. E isto torna-se um ciclo vicioso. Come em excesso, durante vários dias. E, daí advém, a grande dificuldade de acabarmos com os açúcares, o sal ou os hidratos. Porque você alimenta, constantemente, este ciclo. Então e o que é que deve fazer? Primeiro que tudo, tem de pensar que CONSEGUE resistir. Os primeiros tempos são sempre aqueles mais difíceis porque, tal como em todos os vícios, o cérebro vai estar a pedir-lhe, constantemente, para que o “alimente” com hidratos (por exemplo). E depois faz chantagem consigo e, a primeira coisa que vai fazer, é mexer com as suas emoções. Vai-lhes dizer para o fazerem sentir-se triste, ansioso ou mesmo zangado e irritado. Tenha calma, isto são só os primeiros tempos e, garanto-lhe, que isso passa e que você consegue ser mais forte do que o cérebro! Só custa começar e dar o primeiro passo… Coma alimentos termogénicos, ou seja, alimentos que queimam as suas próprias calorias e aceleram o metabolismo. Pode, por exemplo, fazer: Sumo de tomate e adicionar uma colher de rábano picante. Depois de beber isto, as restantes refeições não podem conter hidratos de carbono; Coloque uma colher de piri piri nos legumes e na carne que comer. O picante é muito importante, pois aumenta o consumo de energia do corpo e ainda aumenta a oxidação de gorduras. Portanto, siga alguma destas dicas para conseguir resistir, mais facilmente, aos hidratos de carbono. Hoje pode ser difícil, contudo, amanhã será certamente mais fácil… Tudo isto é uma questão de treino, que se tornará num novo hábito!
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E depois dos excessos de Carnaval?

O Carnaval é tempo de folia, de diversão e de… excessos! Excessos de açúcares, de fritos, de gorduras ou de álcool. Mas agora é tempo de voltar à rotina e de eliminar esses excessos. Pode nem ter cometido grandes disparates, mas o que fez pode mexer consigo, seja física ou psicologicamente… E vamos por partes: Fisicamente Em termos físicos, o nosso corpo ressente-se com os excessos acumulados; contudo, a capacidade de processamento do nosso organismo é tão grande que, por vezes, nem damos por isso. Mas basta as pequenas asneirinhas para intoxicarem o organismo. O que deve fazer? Faça uma desintoxicação do organismo, seja através de chás, sumos ou desintoxicação orgânica. Temos vários artigos com exemplos de sumos desintoxicantes ou ainda com exemplo do tratamento Detox, o tratamento de desintoxicação do organismo. Tente fazer algumas caminhadas e beber mais água; para “limpar”. Se possível, beba um copo grande de água morna com meio limão espremido, logo pela manhã, para limpar todas as impurezas.   2. Psicologicamente Quando estamos num processo de perda de peso ou manutenção de peso, todos os excessos que cometemos podem mexer com o nosso físico sim, mas acima de tudo, com o nosso psicológico. Várias são as pessoas que desistem de um processo de emagrecimento devido às asneiras que cometem. Pensam “se já fiz este disparate, então isto ou aquilo também não fazem mal”; ou “fiz este disparate porque não consigo fazer uma dieta e nunca conseguirei”; ou ainda “perdido por cem, perdido por mil”…, etc., etc. Isto tudo são pensamentos negativos e que interferem com o seu estilo de vida. Se der muita força a estes pensamentos e se acreditar que eles são mesmo reais então dizemos-lhe já que nunca conseguirá emagrecer. Para emagrecer, é preciso mudarmos a nossa mente; sobretudo, mudarmos estes pensamentos que podem pôr em causa tudo aquilo que já fizemos. Para isso, é necessário modificar a sua forma de pensar em relação à comida. Pode fazê-lo com a ajuda de um psicólogo. Mas pode também ir treinando sozinho (é mais difícil) – por exemplo, em vez de pensar “sou um falhado, não consegui resistir a este alimento”; deve pensar de outra forma, por exemplo “cometi este erro, mas errar é humano e eu já sabia que isso poderia acontecer num processo de emagrecimento. Agora tenho de continuar no meu caminho, naquele que eu escolhi e que me fará bem mais feliz”.   Livre-se dos excessos acumulados durante esta época! Procure ajuda se não conseguir fazê-lo sozinho! Mas, acima de tudo, seja feliz e saudável…
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“Tenho medo e sinto-me ansioso vezes em demasia”: A ansiedade nos adolescentes

Todos sabemos que a adolescência é um período crítico, principalmente devido às mudanças físicas e biológicas e às novas adaptações psicológicas e sociais que têm de ser feitas. Nesta fase, muitos adolescentes (se não quase todos) experienciam várias emoções e sentimentos, nomeadamente a ansiedade. A ansiedade, que pode ocorrer em todas as fases da vida de um indivíduo, refere-se a uma relação de impotência e conflito que existe entre a pessoa e um determinado ambiente ameaçador; a um sentimento que acompanha o perigo, sendo que sentem que há algo a ser temido. Há manifestações físicas associadas: batimento cardíaco mais acelerado, tensão, suores frios, entre outros. Mas há que fazer uma diferenciação fulcral: a ansiedade normal, quando é uma resposta a certas situações “ameaçadoras” (por exemplo: apresentação de um trabalho muito importante) e a ansiedade patológica, quando já se trata de uma resposta inadequada a determinados estímulos, consoante a sua intensidade e duração. A ansiedade torna-se um problema quando interfere na vida do adolescente e este deixa de fazer determinadas coisas devido à ansiedade, seja na escola, com a família ou amigos. Há várias causas que podem despoletar vários tipos de ansiedade, como causas ambientais, familiares, genéticas ou mesmo individuais. O importante é ter em atenção o que está a acontecer, tanto a família e amigos como o próprio adolescente. Como disse, é normal sentirmos ansiedade em determinado tipo de acontecimentos; mas não é normal que a ansiedade perdure e nos impeça de fazer coisas que, outrora, gostávamos. Quando isto acontece, o melhor é procurar ajuda de um psicólogo. Primeiro, porque o ajudará a resolver essa ansiedade e depois é fulcral que ela não se desenvolva e não “cresça” com o adolescente.   Qual é a primeira coisa que os pais devem fazer? Identificar os comportamentos dos filhos e se algo não estiver a correr bem, falarem com eles e perceberem o que se poderá estar a passar. Caso persistam sintomas que não são normais, consultar um psicólogo.   Qual é a primeira coisas que os adolescentes devem fazer? Nós temos dois lados na nossa cabeça (cérebro): o lado bom e o lado bom. A ansiedade que não nos deixa fazer certas coisas está no lado mau. Quanto mais força lhe dermos e mais pensarmos nela, mais poder ela tem para nos impedir de fazer aquele que gostávamos. A ansiedade é um pensamento negativo, que nos provocará emoções negativas. Temos de pensar de outra forma, sempre a tender para o lado positivo; para darmos mais poder ao nosso lado bom. Isso poderá ser feito com a ajuda de um psicólogo, que vos ensinará a pensar positivo e a responder sempre com o lado bom do vosso cérebro ao lado mau. Há muito a ideia que durante a adolescência todos têm de sofrer, porque faz parte. Não é bem assim! Talvez possam sofrer bem menos, se souberem usar o lado bom do vosso cérebro. Basta treinarem, todos os dias… 
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Muitas crianças consomem mais sal que os pais

Recentemente, saiu um estudo sobre o consumo de sal nas crianças, levado a cabo por Jorge Cotter, que contou com mais de 300 crianças entre os 10 e os 15 anos, de uma escola básica 2,3 de Guimarães. “A ingestão de sal continua a ser muito acima do que é recomendável e não há qualquer evolução positiva, antes pelo contrário há uma ligeira tendência para o aumento do consumo de sal”, afirmou Jorge Cotter. Avaliaram a excreção de sódio na urina de pais e crianças num período de 24 horas, assim como a pressão arterial e o peso e altura das crianças. Segundo o investigador, constatou-se que 60% das crianças ingerem mais sal do que os pais, um dado que foi divulgado no 11º Congresso Português de Hipertensão. O investigador não consegue apresentar razões efetivas para esta diferença, mas alerta apenas que as recolhas de urina foram realizadas durante um fim de semana, para avaliar mais o ambiente familiar, o que impede de inferir conclusões ou atribuir responsabilidades à alimentação escolar. “Isto mostra que tem falhado a mensagem para que, nas crianças, a ingestão de sal seja diminuída. E não só a mensagem como as medidas de ordem prática.   Contudo, quanto à medição da pressão arterial nas crianças, a prevalência da hipertensão na população analisada neste estudo tende a parecer mais baixa do que noutros estudos. Jorge Cotter considera que a intervenção para reduzir o consumo de sal nas crianças tem de ser ativa, prática e continuada no tempo, devendo começar precocemente e antes da adolescência.
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O que andamos nós a comer?

“Somos o que comemos”. Não há nenhuma dúvida para pensarmos assim. Estudos comprovam-nos; a genética comprova-o e, nós próprios, conseguimos entende-lo. Mas, independentemente daquilo que comemos, o que será que está por detrás desses alimentos? Será que, ao comprarmos um frango no talho do supermercado estamos, efectivamente, a comer de forma saudável? Como será que foi esse frango criado? Que hormonas poderá ele ter levado? Será que, ao comprarmos um pacote de bolachas para os nossos filhos elas são, efectivamente, mais saudáveis só porque não têm, por exemplo, chocolate? Como é que podemos nós saber isto? Como é que podemos nós saber aquilo que comemos? Primeiro que tudo, é importante conhecermos o sítio onde compramos as coisas. Ou seja, um supermercado garante qualidade, sim, mas se calhar o frango do campo que a sua família cria é bem mais saudável. Ou, se calhar, o peixe fresco vendido nos mercados, tem mais qualidade. Portanto, este é o primeiro ponto, saber de onde vêm e quais as origens dos produtos que compra. Depois, há que ter em atenção um outro aspecto. Eu diria que é mesmo um ponto fulcral, no processo de aquisição de alimentos. A leitura dos rótulos. E onde é que nós, cidadãos comuns, podemos aprender a ler os rótulos? Não nascemos ensinados e, se por acaso, decidirmos não ser nutricionistas, como podemos perceber alguma coisa? Claro está, que hoje em dia há informação por todo o lado mas, com o tempo escasso que temos, certamente será mais difícil. Portanto, o primeiro aspeto a ter em conta é que quando os rótulos têm muita coisa escrita e não consegue perceber nem metade, é porque algo está mal e não deve comprar esse “alimento”. Segundo ponto: atenção ao açúcar e ao sal. Não são só as bolachas de chocolate que têm açúcar. Não são só os pacotes de batatas fritas que têm sal. Há uma série de alimentos que contêm estes “inimigos” e, quanto mais escondido isso tiver, melhor. O consumidor pode não reparar e, desta forma, o produto poderá ser adquirido mais facilmente. Às vezes ponho-me a pensar… Como tudo isto pode ser uma jogada de marketing! Como nós, cidadãos comuns, podemos ser persuadidos a comprar aquilo que querem que nós compremos. Por vezes não temos culpa, claro. Mas, outras vezes, podemos fazer alguma coisa para mudar. E, primeiramente, será compreendermos esta jogada de marketing (que eu entendo que tenha de ser feita, atenção). Percebermos como nos querem manipular e não deixarmos que isso aconteça. Pelo menos, todas as vezes que formos adquirir produtos alimentares. Bem, mas continuando com a leitura dos rótulos, é preciso ter um mínimo de conhecimento sobre os aditivos que prejudicam a nossa saúde e o nome dos mesmos. Evite comprar produtos com adoçantes, E621, corantes artificiais e/ou gordura hidrogenada. Muita atenção e cuidado com os E (exceto o E16oa; E16od; E161). E não se esqueça que muitos dos sabores que nos agradam são produzidos em fábricas, através de processos químicos. É um mundo sempre em crescimento e onde temos sempre algo a aprender. Dedique um pouco do seu tempo a isto porque é, realmente, muito importante para si, para a sua saúde e da sua família. Não deixe que os rótulos dos alimentos ou os produtos comprados sem garantia e qualidade possam afectar a sua saúde e, consequentemente, a sua qualidade de vida.
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