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O Poder do Subconsciente: esse poder é teu

Quem conduz a tua vida?

Já te perguntaste, com verdadeira honestidade, quem conduz a tua vida?

És tu? São os outros? É o medo? A necessidade de agradar? As opiniões que foste ouvindo desde criança? Ou aquela voz interior que te diz que não és capaz, mesmo quando uma parte de ti sabe que pode?

Muitas pessoas acreditam que escolhem livremente a sua vida. Pensam, planeiam, definem objectivos e desejam mudar. Mas depois repetem relações que as magoam, comportamentos que as limitam, medos que as bloqueiam e hábitos que já prometeram abandonar.

Querem avançar, mas alguma coisa dentro delas trava.

E essa “alguma coisa” merece ser compreendida.

Tu não és a tua mente

Tu não és o teu pé, nem a tua orelha, nem o teu braço. São partes de ti, importantes, mas não definem a totalidade de quem és.

O mesmo acontece com a mente.

A mente é uma parte extraordinária de ti. Permite-te pensar, imaginar, analisar, decidir, criar e recordar. Mas a mente não és tu na tua totalidade.

Repara: consegues observar os teus pensamentos.

Podes perceber que estás preocupado. Podes reconhecer uma crítica interna. Podes dar conta de que sentiste medo, raiva ou tristeza.

E, se consegues observar esses pensamentos e emoções, então existe em ti uma consciência capaz de os olhar.

Na perspetiva da Psicoterapia Transpessoal, essa consciência mais ampla aproxima-se da tua Essência: a parte de ti que observa, integra, escolhe e pode regressar ao seu centro.

A mente é uma ferramenta. Mas uma ferramenta não deve conduzir a tua vida sozinha.

Quem comanda a tua mente?

Pensar não é necessariamente conduzir.

Muitas vezes, aquilo que pensamos são apenas ideias repetidas. Frases que ouvimos em criança. Medos que aprendemos. Mensagens que absorvemos da família, da escola, das relações ou da sociedade.

“Não és suficiente.”

“Não podes falhar.”

“Tens de agradar a todos.”

“Não mereces receber mais.”

“Quem ama sofre.”

“Dinheiro dá problemas.”

Estas crenças podem não ter sido ditas exatamente assim. Mas podem ter ficado gravadas dentro de ti através de experiências, emoções e momentos em que te sentiste rejeitado, criticado, abandonado ou desvalorizado.

E aquilo que se repete com emoção pode transformar-se num programa interno.

O subconsciente guarda programas, memórias e reacções

Quando falamos de subconsciente, falamos dessa dimensão profunda da mente onde ficam registadas aprendizagens, hábitos, crenças, memórias emocionais e formas automáticas de reagir.

Não é um inimigo. Não trabalha contra ti.

É uma parte tua que aprendeu a proteger-te.

Uma criança que cresceu num ambiente instável pode ter aprendido a viver em alerta. Em adulta, pode sentir ansiedade, antecipar problemas e ter dificuldade em descansar.

Uma criança que sentiu que tinha de merecer amor pode ter aprendido a agradar. Em adulta, pode dizer “sim” quando quer dizer “não”, sentir culpa ao cuidar de si e colocar-se sempre em último lugar.

Uma criança muito criticada pode ter aprendido que só tem valor se for perfeita. Em adulta, pode viver com medo de falhar, procrastinar ou sentir que nunca é suficientemente boa.

A mente consciente pode dizer: “Eu quero mudar.”

Mas uma parte subconsciente pode responder: “Cuidado. Mudar pode ser perigoso.”

E, sem perceberes, voltas ao mesmo padrão.

Os 5% e os 95%

É comum ouvir-se que a mente consciente representa cerca de 5% e o subconsciente 95%. Estes números devem ser entendidos como uma metáfora, não como uma medição exata.

Mas a ideia principal é verdadeira: uma grande parte das nossas escolhas, emoções, reações e comportamentos nasce de processos automáticos dos quais nem sempre temos consciência.

Por isso, a força de vontade, por si só, nem sempre chega.

Não basta dizer: “Eu quero deixar de ter ansiedade”, “eu quero ter mais autoestima” ou “eu não quero repetir esta relação”.

É necessário compreender que parte de ti continua a criar ou a alimentar esse padrão.

O piloto automático não é o teu destino

Ter um padrão não significa seres esse padrão.

Podes sentir ansiedade, mas não és a tua ansiedade.

Podes ter medo de falhar, mas não és o teu medo.

Podes ter vivido abandono, mas não és o abandono que viveste.

O piloto automático é feito de respostas aprendidas. E aquilo que foi aprendido pode ser compreendido, actualizado e transformado.

A mudança começa quando deixas de perguntar apenas:

“Porque é que isto me acontece?”

E passas a perguntar:

“Que padrão dentro de mim continua a repetir isto?”

Esta pergunta não serve para te culpares. Serve para recuperares poder.

O verdadeiro poder é teu

Trabalhar com o subconsciente é aprender a escutar-te com mais profundidade.

É perceber o que sentes antes de reagires.

É reconhecer as crenças que te limitam.

É dar atenção à Criança Ferida, sem deixar que seja ela a conduzir sozinha a tua vida adulta.

É permitir que o teu Adulto Regulador cuide de ti.

É regressar à tua Essência.

Não controlas tudo o que acontece na vida. Mas podes aprender a reconhecer quando estás a agir a partir de uma ferida antiga, de um medo ou de um programa que já não serve quem és hoje.

O subconsciente tem poder.

Mas esse poder não pertence ao medo, ao passado ou às vozes dos outros.

Esse poder é teu.

António Soares Neto

Master em Psicoterapia Quântica

Professor de Manifestação

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